Entregas do futuro: a profissão de entregador pode ser a próxima extinta?

Momento de reunião com seus amigos: é noite de sexta-feira e o clima está propício para uma pizza. Você abre o seu aplicativo de delivery preferido, faz o pedido e, 20 minutos depois, recebe uma notificação avisando que o seu produto foi entregue.

Parece uma realidade muito futurista? Não para quem nasceu no novo milênio.

Empresas de tecnologia já estão testando entregas via robôs e drones, enquanto outras desenvolvem carros autônomos capazes de transportar mercadorias e pessoas a apenas um comando de computadores.

O que será, então, das profissões de motorista, taxista e entregador? Veja a seguir algumas das revoluções que estão acontecendo no transporte urbano e no mercado de delivery e como elas podem impactar carreiras.

O panorama da profissão de entregador

Não se tem uma estimativa exata, mas, para termos uma ideia, no ano de 2018 o iFood registrou 120 mil entregadores. Somando aos outros aplicativos de entrega e empresas de logística, nos aproximamos de expressivos milhões de brasileiros que dependem da profissão para se sustentar.

Segundo o Catho (site de oportunidades profissionais) os estados que melhor remuneram os entregadores são, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Os mais bem pagos trabalham em concessionárias, empresas de logística e prestadoras de serviço.

Acontece que o trabalho está se encaminhando de modo insustentável. Os aplicativos de delivery têm se revelado uma solução temporária para enfrentar a crise econômica, mas tendem à exploração da mão-de-obra barata, como relata matéria da Revista Época: ao fim de sete dias, o entregador pedalou em média 35km diários para ganhar apenas R$225,00.

Além de beirar o caráter exploratório, a confiabilidade dos profissionais também está sendo posta em questão. Uma pesquisa nos Estados Unidos revelou que quase 30% dos entregadores de aplicativos “beliscam” os pedidos antes da entrega.

Embora existam empresas confiáveis e profissionais que merecem respeito e dignidade, o futuro mostra que a tecnologia pode melhorar e otimizar os serviços de entrega.

Por isso, os entregadores precisam estar preparados se quiserem manter-se no mercado de trabalho. As nossas dicas para estes trabalhadores são:

  • Mantenha-se atualizado;
  • Aprenda novas habilidades; e
  • Seja criativo.

Tecnologias substitutas

Fonte: https://unsplash.com/photos/OI1ToozsKBw

Uma vez que não podemos negar o fato de vivermos uma revolução tecnológica, que tal nos adaptarmos a ela? Conheça o que vem por aí no mundo das entregas urbanas pelos próximos anos.

Drone do iFood

A empresa, referência em entregas de comida por aplicativo, também quer se tornar parâmetro em logística. O projeto foi revelado em 2019 e afirmou a vontade do iFood de utilizar drones para otimizar o tempo de entrega dos pedidos.

Para colocar o plano em prática, a companhia uniu forças com a Speedbird Aero, que desenvolve o equipamento para esse tipo de operações logísticas. O dispositivo suporta peso de até 2kg, voa a 40 km/h e pode atingir 60m de altura.

A proposta ainda não é realizar entregas nas janelas e portas dos consumidores, mas sim encurtar o caminho entre ponto de partida e destino final ao levar o drone até um “droneport” de onde os pedidos serão distribuídos.

Scout da Amazon

O novo robô da Amazon está fazendo sucesso (e amigos) nos Estados Unidos. A empresa já começou os testes para entregas pequenas na Califórnia e promete estender os serviços por todo o país.

Além das soluções individuais e diretas ao consumidor, o mercado estuda o uso de veículos autônomos para entregas maiores. Algumas tecnologias desenvolvidas por empresas pioneiras, como Tesla, Uber e Waymo, já estão sendo consideradas.

Apesar das boas perspectivas para 2020, ainda serão necessários mais testes e a solução de alguns problemas, como a segurança das mercadorias e a confiabilidade dessas inovações.

Sejam robôs, drones ou carros autônomos, a Rodoê está de olho nas transformações que acontecem e tem se preparado para elas. Por isso, se você quiser saber mais sobre assuntos como esse, siga conectado conosco.

COMPARTILHAR: